A deficiência acompanha o ser humano desde o início da Historia.
Desde a Antiguidade até o seculo XVIII a deficiência era associada ao misticismo e durante muito tempo o extermínio o isolamento e a discriminação foram, as práticas mais usadas para as pessoas que fugiam do padrão "normal". Uma curiosidade é que nas situações bíblicas Jesus aparece como um exemplo não apenas de cura de diversos deficientes mas também de inclusão dessas pessoas.
As primeiras iniciativas de incluir socialmente e educar deficientes começaram no seculo XVIII. Em 1770 há o registro da primeira instituição na França para ensinar surdos.
Em 1829 Louis Braille criou o código que compõe o sistema Braille.
No Brasil foi no reinado de Dom Pedro II que foi fundado o Instituto dos Meninos Cegos, no Rio de Janeiro, atual Instituto Benjamin Constant (IBC), 2 anos depois foi fundado o Instituto de surdos-mudos atual INES (Instituto Nacional de Surdos).
A preocupação com a educabilidade dos deficientes ganhou força com estudos na medicina das funções cerebrais do ser humano, no século XIX. Houve várias iniciativas em diversos países para educar cegos, surdos e mudos.
Até a primeira década do século XX, os deficientes eram cuidados em instituições e muitas vezes, isolados de suas famílias. A partir da Segunda Guerra Mundial, que gerou milhares de deficientes, foi implantada a Declaração Universal dos Direitos Humanos em 1948, documento que é um marco para o processo inclusivo não só de deficientes como de todas as minorias.
No Brasil, na década de 1950 a Fundação das APAES ( Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) que se espalhou por todo o Brasil e tem hoje grande responsabilidade na educação e na inclusão de crianças e jovens com vários tipos de deficiências.
Desde a Declaração Universal dos Direitos Humanos, no mundo inteiro ocorrem movimentos e mudanças nas leis para o processo de inclusão social e pedagógica. No brasil,essas mudanças ocorreram nas leis desde a década de 1960 que asseguram o atendimento e a inclusão de deficientes nas escolas de educação especial e também no ensino regular. Além disso, as leis garantem a obrigatoriedade de projetos de acessibilidade dos deficientes: projetos urbanísticos como rampas, portas mais largas, calçadas rebaixadas, etc. A acessibilidade também ocorre pela inclusão digital, acesso a empregos e autonomia na vida social.
No Paraná, a Secretaria de Estado de Educação (SEED) tem um departamento que é responsável por todo o processo de organização das escolas de educação especial e da inclusão em toda a rede pública do estado (DEEIN) Departamento de Educação Especial e Inclusão. Para que ocorra a inclusão é necessário a parceria e a cooperação entre os órgãos públicos como a Secretaria da Saúde, a Secretaria do Trabalho, a Secretaria de Educação e a Secretaria de Ação Social, pois sem as parcerias a inclusão não ocorre.
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